galhos raízes

galhos raízes

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Três verbos existem que, bem conjugados, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho: aprender, servir e cooperar.
Três atitudes exigem muita atenção: analisar, reprovar e reclamar.
De três normas de conduta jamais nos arrependeremos:
auxiliar com a intenção do bem, silenciar, e pronunciar frases de bondade e estímulo.
Três diretrizes manter-nos-ão, invariavelmente, em rumo certo: ajudar sem distinção, esquecer todo mal e trabalhar sempre.
Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias:
maldizer, condenar e destruir.
Possuímos três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados: a hora que passa, a oportunidade e a palavra falada.
Que o Senhor nos ajude, pois, em nossas necessidades, a seguir sempre três abençoadas regras de salvação:
* Corrigir em nós o que nos desagrada em outras pessoas.
* Amparar-nos mutuamente
* Amar-nos uns aos outros
[Chico Xavier]

domingo, 16 de outubro de 2011



Não sei... 
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que
vivemos tem sentido, se
não tocamos o
coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove. 

E isso não é coisa de outro
mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar


CORA CORALINA
(sugestão de uma querida amiga)

sábado, 15 de outubro de 2011




VULGÍVAGA
         Manuel Bandeira 

 
Não posso crer que se conceba
Do amor senão o gozo físico!
O meu amante morreu bêbado,
E meu marido morreu tísico!

Não sei entre que astutos dedos
Deixei a rosa da inocência.
Antes da minha pubescência
Sabia todos os segredos...

Fui de um... Fui de outro... Este era médico...
Um, poeta... Outro, nem sei mais!
Tive em meu leito enciclopédico
Todas as artes liberais.

Aos velhos dou o meu engulho.
Aos férvidos, o que os esfrie.
A artistas, a coquetterie
Que inspira... E aos tímidos 
 o orgulho.

Estes, caço-os e depeno-os:
A canga fez-se para o boi...
Meu claro ventre nunca foi
De sonhadores e de ingênuos!

E todavia se o primeiro
Que encontro, fere toda a lira,
Amanso. Tudo se me tira.
Dou tudo. E mesmo... dou dinheiro...

Se bate, então como estremeço!
Oh, a volúpia da pancada!
Dar-me entre lágrimas, quebrada
Do seu colérico arremesso...

E o cio atroz se me não leva
A valhacoutos de canalhas,
É porque temo pela treva
O fio fino das navalhas...

Não posso crer que se conceba
Do amor senão o gozo físico!
O meu amante morreu bêbado,
E meu marido morreu tísico!
(sugestão de um querido amigo) 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

DIÁLOGOS - II

- É possível ser feliz?

- "A felicidade não é para os covardes". Coragem é ser criativo, é ser poético, é se arriscar a acreditar na felicidade. É não ter medo da dor, não se fragilizar com a fragilidade, é não ter medo, da fantasia, da poesia, do anacrônico, do diferente. Felicidade é silêncio


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

DIÁLOGOS

- Dá pra viver sem poesia?


- Até dá, mas a vida fica sem brilho...fica mixuruca. 
Bom mesmo é comer mexerica, 
fazer flor de chita, 
dar beijo em criança bonita
é mexericar o pensamento, 
palavrear o tempo, 
andar ao relento
sentir cheiro de fermento
fazendo a gente crescer