Pular para o conteúdo principal
Mais um dia esquecido no campo...

(Sim, eu não terminei o assunto)

Caminhando pelos caminhos da Bobolândia, descobri que o contato com a natureza, e, sobretudo, com o silêncio, me proporciona que eu vivencie o processo que eu estou chamando de "caminhada peripatética comigo mesma".
O trajeto é tão convidativo à contemplação e à reflexão, que tudo, tudo é motivo para reflexão. Diferentemente de Marius ou Jean Valjean, que em meio à miséria humana, descobrem - e acabam, ainda hoje, nos surpreendendo com o que parecia não ser possível mais de nos surpreender: o homem - não gênero nem raça, ou antes, o homem, da raça humana.
Não. Aqui se trata de um outro tipo de descoberta. Trata-se de não mais descobrir, mas reencontrar a beleza.
Não significa que eu esteja começando a compor aquele grupo de pretensos intelectuais, que não se surpreendem mais com nada, em dizer que "nada do que é humano me é estranho". 
Não. Aqui significa que o estranhamento é condição sine qua non (literalmente, sem o qual não) para fazer mover a mola da consciência.
Afinal, é preciso se estar disponível para ser afetado. 

A Bobolândia, com o que lhe é próprio - árvores, arbustos, vento, aves, chuva, lua, terra, enfim, os quatro elementos da natureza e seus agregados - tem me permitido construir este caminho, de auto-cura (com hífen?), perdão, e, por que não, felicidade.

Tá, não é aquela ideia de felicidade, do tipo burguesa, desejando o ter, nem aquela felicidade platônica, nem a poliânica, nem nada disso.
É um tipo de felicidade silenciosa, sem alarde, construída diariamente, a cada momento em que eu consigo perceber minha respiração, parar ao sol, tocar na terra.

Não acredita?
Ah, mas aposto que você sabia que o Brasil jogava hoje, e que perdeu o jogo...tá isso até eu sei também...

Então, o que te causa estranhamento?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

E Eis que ele reaparece a minha frente  como um muro Mais uma vez, surge inesperada e docemente Tão zeloso  que meus olhos se extasiam quando o delineiam no horizonte. Aquela forma de contornos dourados que com sua abundância torna tudo ouro a sua volta. Um verdadeiro Midas

Dando uma garibada...

alouuuu... a novidade de hoje não é textual, literária, mas numérica e musical...consegui colocar o contador de visitas e uma música pra trilha...tá que foi de um jeito meio babaca, mas foi como eu consegui...aceito sugestões de como encontrar o código html das músicas, ou como colocar uma playlist (hoje já cansei de tentar...) me dá um help, plisss... myrtita

Brincar de contar causo

Se aprochegue vivente, que eu vou começar um causo que se passou lá pras banda do Upamaroti... Diz então que era Festa de Santo Domingo O gaúcho, bagual que nem ele, colocou os arreio no mouro e foi pra festa, todo pilchado, com as vestimenta de ir pro povo, guaiaca cheia com os troco do soldo pra gastar. Passando no bulicho do Susa, já deu uma apeada pra uma charla e umas canha, pra já chega meio pronto pros festejo e não fazer feio pras moça que ia encontrar no festerê. Mas resulta que o moço não era muito chegado nos assunto de canha, e acabou tomando uma borracheira daquelas de fazer dó em cusco manco, e mesmo assim, se tocou pras "Três Venda", que ficava depois do paço, um bom par de hora no lombo do cavalo. E pra não chegar enjoado, o gaúcho pendurou na conta umas boteja de canha, pra ir tomando no caminho e não perder a animação. Vai daí que o caminho já não era mais como antes, agora era uma de motocicleta, caminhão e até carro passeio passando pra lá e pra cá, diz q...