galhos raízes

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

ARCABOUÇO EXPLICATIVO - Os Novos Paradigmas da Educação...

Sendo um pouco mais prática, vou construir um plano de trabalho para atuar em uma escola - seja na disciplina de história, seja em uma sala de recursos.
Tenho dois público-alvo em um primeiro momento, e um terceiro para trabalhar mais adiante:
- os alunos
- os outros colegas professores
Para tanto, tenho que buscar fundamentação para construir uma abordagem para ambos. um bom planejamento se incia quando traçamos a proposta teórica, o arcabouço explicativo que fará a sustentação de minhas práticas.
Partindo deste pressuposto, penso que para início de conversa, preciso retomar os escritos de Piaget, mais uma vez, sobretudo no que diz respeito aos estágios mentais do desenvolvimento infantil a importância da linguagem e a formação do pensamento simbólico; para entender as dinâmicas das relações, vou atrás do adorado teórico que fundamentou um d emeus estágios - Henri Wallon. E por fim, mas não menos importante, buscar em Paulo Freire, Vygotski e Emília Fernandes os fundamentos para enteder como se processa a construção do conhecimento na infância e na adolescência.
Sim. Isso pra construir um olhar de avaliação -  então de testagem - sobre meus alunos.
Com meus colegas, o buraco é mais embaixo. Afinal, preciso - antes de pensar na abordagem - conhecer meu grupo de colegas. Que papel vou ocupar nesse grupo, como ele está conformado, qual sua composição. Então, bora (tentar) ler de novo e mais de Pichon Rivière e a psicologia social; retomar os escritos de Foucault, Stuart Hall, Edgar Morin, Deleuze, Guattari Boaventura Santos e outros tantos filósofos sociólogos e teóricos sociais. Só assim dá pra tentar uma leitura crítica da minha realidade, um reconhecimento de meus pares, nossas diferenças e nossos papéis sociais. Afinal, estaremos navegando por mares novos quando se fala em Inclusão? sobre Diferenças? Representações, produções e narrativas culturais e sociais?
Eu e meus infindáveis questionamentos!


Já o terceiro grupo são os pais e a comunidade. Mas isso eu penso depois...



É gente, há trabalho!

GESTANDO O NOVO...

Então, eu tô de férias. Tá, bem bem bem de férias não, por que minha cabeça segue trabalhando (e  eu estou fonoaudióloga na Secretariada Saúde, o que me faz ter que acordar cedo e organizar a rotina).
Porém, tardes como a de hoje, amenas, silenciosas, com uma brisa suave e uma melodia tranquila permitem que eu entre em contato com minha alma.
E me organizo mentalmente, materialmente, pessoalmente, mas sobretudo espiritualmente
Não sei ainda se vou mesmo pra uma sala de recursos. Ainda não sei que espaço estarei ocupando a partir de 18 de fevereiro. Não vem muito ao caso.
Mas já dá pra ir organizando materiais pra trabalhar com alunos com problemas graves de aprendizagem que estejam frequentando a escola regular.
Sei lá se vai ser uma criança com síndrome de Down, uma criança com Dislexia, uma criança com TDAH, uma criança com traços de Autismo, Asperger ou outra TGD, uma criança com Altas Habilidades/Superdotação. Uma criança com Disartria, uma criança que não fala, uma criança que não brinca, uma criança que não tem pais, uma criança negra, uma criança pobre, uma criança vítima miserável de vida.
Em todos e qualquer dos casos, trata-se de UMA CRIANÇA. Antes de tudo. Antes do problema, antes da diferença, antes de eu começar a fazer parte de sua história. Uma criança. Que vai ser mais feliz se alguém a sua volta for delicado, amável, educado, gentil, amigável, confiável.
Alguém que lhe mostre o universo diminuto dos insetos, das flores, dos animais, do fundo do mar, dos rios e florestas.
É bem assim...que mundo eu quero apresentar aos meus alunos? O que eu espero que meus amiguinhos aprendam? 
O certo mesmo é que eu vou ter que aprender muito com eles. Afinal, seguindo com o pensamento de Paulo Freire, aprender ensinando e ensinar aprendendo. Pra concluir, concluo:
"Se na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que, em certas condições, precise de falar a ele. (FREIRE, 1996, p. 113)"



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

NOVO MOMENTO, NOVO ESPAÇO

Então...mudei. E vou mudar mais ainda.
Vou "mudar de trabalho". Na verdade vou mudar  de espaço e de tarefas: vou - acho - para uma escola. Faz 6 anos que saí do espaço escolar. Não sei direito o que me aguarda. Não, depois de que as escolas estaduais do Rio Grande do Sul começaram a sofrer grandes processos de transformação, com o advento da informatização da informação, ou com o Pacto Nacional da Alfabetização na idade certa? E a inclusão, como está sendo construída?
 Quem são os nossos alunos? De onde eles vem? O que eles mais desejam para o hoje? e para o futuro, eles tem alguma expectativa?
E quem são os colegas que estão trabalhando na minha nova escola? Como eles estão lidando com as novidades? Como estão lidando com os desafios que a criança de hoje nos apresenta?
Como estes diferentes atores sociais estão sendo representados, como se constituem as identidade se alteridades de tantas subjetividades?
É com base nestas primeiras reflexões que estou iniciando um novo ciclo. Um ciclo a ser trilhado como novas parcerias e - quiças - com eternas discussões!
Vou usar este espaço para compartilhar ideias, feitos e descobertas, buscando a tão famosa ação-reflexão-ação freiriana, e tentar colocar em prática o tanto que venho estudando e me preparando para assumir novos desafios.
E é observando a realidade, reconhecendo o que é de cada momento, lançando olhares poéticos, reflexivos, criativos, imaginativos, lúdicos sobre o que eu vejo que quero buscar as respostas para tantas perguntas. 
Grata pela leitura.
Abraços floridos,
myrta