galhos raízes

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terça-feira, 8 de julho de 2014

Mais um dia esquecido no campo...

(Sim, eu não terminei o assunto)

Caminhando pelos caminhos da Bobolândia, descobri que o contato com a natureza, e, sobretudo, com o silêncio, me proporciona que eu vivencie o processo que eu estou chamando de "caminhada peripatética comigo mesma".
O trajeto é tão convidativo à contemplação e à reflexão, que tudo, tudo é motivo para reflexão. Diferentemente de Marius ou Jean Valjean, que em meio à miséria humana, descobrem - e acabam, ainda hoje, nos surpreendendo com o que parecia não ser possível mais de nos surpreender: o homem - não gênero nem raça, ou antes, o homem, da raça humana.
Não. Aqui se trata de um outro tipo de descoberta. Trata-se de não mais descobrir, mas reencontrar a beleza.
Não significa que eu esteja começando a compor aquele grupo de pretensos intelectuais, que não se surpreendem mais com nada, em dizer que "nada do que é humano me é estranho". 
Não. Aqui significa que o estranhamento é condição sine qua non (literalmente, sem o qual não) para fazer mover a mola da consciência.
Afinal, é preciso se estar disponível para ser afetado. 

A Bobolândia, com o que lhe é próprio - árvores, arbustos, vento, aves, chuva, lua, terra, enfim, os quatro elementos da natureza e seus agregados - tem me permitido construir este caminho, de auto-cura (com hífen?), perdão, e, por que não, felicidade.

Tá, não é aquela ideia de felicidade, do tipo burguesa, desejando o ter, nem aquela felicidade platônica, nem a poliânica, nem nada disso.
É um tipo de felicidade silenciosa, sem alarde, construída diariamente, a cada momento em que eu consigo perceber minha respiração, parar ao sol, tocar na terra.

Não acredita?
Ah, mas aposto que você sabia que o Brasil jogava hoje, e que perdeu o jogo...tá isso até eu sei também...

Então, o que te causa estranhamento?

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